‼️Venâncio Mondlane denuncia crimes de Estado em Bangkok, na Tailândia
O presidente da ANAMOLA, Venâncio Mondlane, denunciou alegados crimes de Estado, assassinatos políticos e violações dos direitos humanos em Moçambique, durante uma transmissão ao vivo realizada esta Sexta-feira (30), a partir de Bangkok, na Tailândia, através da sua página oficial do Facebook.
Na intervenção, dirigida aos moçambicanos e à comunidade internacional, Mondlane afirmou que a ANAMOLA é o primeiro partido de Moçambique e, possivelmente, da África Austral a produzir uma documentação abrangente e sistemática dos assassinatos e violações dos direitos humanos contra os seus membros e apoiantes, incluindo datas, circunstâncias, alegados responsáveis e cópias das queixas apresentadas às autoridades. Segundo explicou, o material será encaminhado à ONU, ao Tribunal Penal Internacional e às embaixadas acreditadas em Moçambique.
O político acusou ainda o Governo de Daniel Chapo de fracasso na governação e responsabilizou-o pelo silêncio perante a morte de 65 membros e apoiantes da oposição, entre os quais Elvino Dias e Paulo Guambe. Na mesma transmissão, denunciou alegadas ligações entre redes internacionais de narcotráfico e estruturas de poder em Moçambique, classificando o país como um possível narco-Estado.
Mondlane encontra-se em Bangkok para participar na Assembleia Geral do Conselho dos Liberais e Democratas Asiáticos (CALD), como convidado de honra e orador principal. A partir de 1 de Novembro, deverá participar também no Congresso Mundial da Internacional Liberal.
Durante a transmissão, apresentou três publicações sobre violações dos direitos humanos, democracia e a sua defesa jurídica, afirmando que o julgamento marcado para 17 de Novembro não será apenas sobre a sua pessoa, mas também sobre o funcionamento das instituições de justiça moçambicanas, que considera politicamente condicionadas.
No encerramento, anunciou uma corrente nacional de oração de 24 horas antes do julgamento, apelando à união de cristãos, muçulmanos e cidadãos de outras crenças pela justiça, paz e libertação de Moçambique.
