🇲🇿🌍 GUETA CHAPO LANÇA APELO EM NOVA IORQUE: INDEPENDÊNCIA ECONÓMICA DAS MULHERES AFRICANAS DEVE ESTAR NO CENTRO DO DESENVOLVIMENTO
A Primeira-Dama da República de Moçambique, Gueta Selemane Chapo, defendeu, em Nova Iorque, que a independência económica das mulheres africanas deve ocupar um lugar central nas estratégias de desenvolvimento do continente. A dirigente considera que investir nas mulheres significa criar condições para que estas possam gerar rendimento, desenvolver negócios, criar empregos e contribuir de forma mais efectiva para o crescimento das economias africanas.
🔥 NOVA IORQUE — Uma nova chamada à valorização económica das mulheres africanas ganhou destaque esta quarta-feira, 23 de Setembro, com a intervenção da Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Selemane Chapo, durante um encontro dedicado à liderança e ao desenvolvimento das mulheres e raparigas.
A Primeira-Dama defendeu que a discussão sobre o futuro de África não pode deixar de lado a questão da autonomia económica feminina. Na sua perspectiva, é necessário passar de iniciativas centradas apenas na assistência para políticas e programas capazes de criar oportunidades concretas para que as mulheres possam tornar-se economicamente independentes.
A posição foi apresentada durante o evento “Um Legado de Liderança – Promovendo Resultados para as Mulheres e Meninas”, promovido pela Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD). O encontro abordou, entre outros assuntos, perspectivas estratégicas relacionadas com os próximos 25 anos do Afreximbank e o papel que as instituições financeiras podem desempenhar na promoção da autonomia económica das mulheres africanas.
💰 MAIS ACESSO A FINANCIAMENTO, TECNOLOGIA E MERCADOS
Durante a sua intervenção, Gueta Chapo apontou várias áreas consideradas fundamentais para acelerar a independência económica das mulheres no continente.
Entre elas estão o acesso a competências técnicas, financiamento, tecnologia, novos mercados e programas de protecção social.
A proposta apresentada parte do entendimento de que muitas mulheres africanas já desempenham um papel essencial na economia das suas comunidades, particularmente na agricultura, no comércio, nos pequenos negócios e na sustentação das famílias.
Entretanto, apesar dessa participação, muitas continuam a enfrentar dificuldades no acesso ao crédito, formação profissional, tecnologia, mercados e outros recursos necessários para transformar actividades económicas de pequena escala em negócios sustentáveis.
Para a Primeira-Dama, superar essas limitações exige uma mudança de abordagem, com maior aposta na capacitação e na criação de oportunidades económicas.
👩🏾🌾 MULHERES COMO AGENTES DO DESENVOLVIMENTO
A intervenção de Gueta Chapo reforça uma ideia que tem vindo a marcar as suas intervenções públicas ao longo de 2026: a mulher africana não deve ser vista apenas como beneficiária de programas sociais, mas também como agente activa do desenvolvimento económico e social.
Em Julho, durante uma iniciativa da OAFLAD em Luanda, a Primeira-Dama já havia defendido maior investimento nas mulheres e raparigas, destacando a sua contribuição para a segurança alimentar, geração de rendimento, educação, saúde e liderança comunitária.
Agora, em Nova Iorque, a discussão voltou a colocar a autonomia económica no centro das atenções.
A mensagem é clara: para que as mulheres possam participar plenamente no desenvolvimento, precisam de condições para produzir, empreender, inovar, aceder a financiamento e conquistar novos mercados.
🎓 INVESTIR NA RAPARIGA DESDE A INFÂNCIA
Outro ponto destacado por Gueta Chapo foi a necessidade de começar o investimento na mulher desde os primeiros anos de vida.
A Primeira-Dama defendeu maior atenção à saúde e à educação das raparigas, considerando que a preparação de uma nova geração de mulheres deve começar ainda na infância.
A aposta na educação, segundo a posição apresentada, poderá contribuir para formar futuras empreendedoras, profissionais, líderes comunitárias e geradoras de riqueza.
A preocupação ganha particular importância num continente onde o acesso das raparigas à educação e às oportunidades económicas continua a ser uma questão central nas agendas de desenvolvimento.
🏦 O PAPEL DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS
A discussão em Nova Iorque também colocou em evidência o papel das instituições financeiras na promoção da autonomia económica feminina.
O encontro da OAFLAD analisou as perspectivas estratégicas para os próximos 25 anos do Afreximbank, colocando em debate formas de ampliar o impacto das instituições financeiras sobre o desenvolvimento das economias africanas.
Neste contexto, a defesa apresentada por Gueta Chapo aponta para a necessidade de garantir que as mulheres tenham maior acesso aos instrumentos financeiros necessários para iniciar ou expandir actividades económicas.
Para muitas mulheres, especialmente aquelas que trabalham na agricultura, comércio informal e pequenos negócios, o acesso a financiamento pode representar uma oportunidade para aumentar a produção, melhorar os rendimentos e criar novas fontes de emprego.
🇲🇿 EXPERIÊNCIA DE MOÇAMBIQUE
A mensagem defendida em Nova Iorque também encontra paralelo em iniciativas desenvolvidas em Moçambique.
Em Agosto, Gueta Chapo, na qualidade de presidente da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), defendeu a criação de mecanismos capazes de garantir maior autonomia financeira da organização e destacou a importância de projectos economicamente sustentáveis.
Na mesma ocasião, falou sobre o Fundo Pró-Mulher e apelou às mulheres para se organizarem em cooperativas e apresentarem projectos viáveis para poderem beneficiar dos mecanismos de financiamento disponíveis.
A experiência moçambicana surge, assim, inserida numa discussão mais ampla sobre como transformar programas de apoio às mulheres em instrumentos capazes de produzir resultados económicos duradouros.
🌍 UMA AGENDA PARA O FUTURO DE ÁFRICA
A intervenção de Gueta Chapo em Nova Iorque acontece num momento em que o desenvolvimento económico inclusivo continua a ser uma das grandes questões para o futuro do continente africano.
A defesa da independência económica das mulheres coloca sobre a mesa temas como emprego, empreendedorismo, educação, financiamento, inovação, agricultura, tecnologia e protecção social.
A perspectiva apresentada é de que o desenvolvimento africano não deve limitar-se ao crescimento das economias nacionais, mas deve também criar oportunidades para que mais mulheres possam participar directamente na produção de riqueza.
Isso significa, entre outras coisas, facilitar o acesso das mulheres ao conhecimento, às ferramentas tecnológicas, ao capital e aos mercados.
👧🏾 UMA NOVA GERAÇÃO DE MULHERES
Ao defender o investimento na rapariga desde a infância, Gueta Chapo também apontou para uma estratégia de longo prazo.
A formação de meninas com acesso à educação e saúde poderá contribuir para criar uma geração mais preparada para assumir responsabilidades económicas e sociais.
A ideia apresentada em Nova Iorque é que a transformação não deve acontecer apenas através de programas destinados às mulheres adultas, mas deve começar cedo, preparando as meninas para um futuro em que possam participar activamente na economia.
🔥 “INDEPENDÊNCIA ECONÓMICA” GANHA ESPAÇO NA AGENDA AFRICANA
A mensagem deixada por Gueta Chapo em Nova Iorque coloca a independência económica das mulheres como uma questão ligada directamente ao desenvolvimento do continente.
Mais do que defender apoio financeiro pontual, a abordagem apresentada privilegia a criação de condições para que as mulheres possam desenvolver capacidades, produzir, empreender e gerar os seus próprios rendimentos.
Num continente onde milhões de mulheres participam diariamente na agricultura, comércio, prestação de serviços e actividades comunitárias, a ampliação das oportunidades económicas poderá ter efeitos não apenas sobre as próprias mulheres, mas também sobre as famílias e comunidades.
A Primeira-Dama defendeu, por isso, que a mulher africana deve estar no centro das estratégias que procuram construir um futuro mais inclusivo e sustentável para África.
🇲🇿🌍 UMA MENSAGEM QUE ULTRAPASSA MOÇAMBIQUE
A intervenção em Nova Iorque projeta para o cenário internacional uma das questões que têm marcado o discurso de Gueta Chapo em Moçambique: a necessidade de criar oportunidades para que as mulheres deixem de ser vistas apenas como beneficiárias de apoio e passem a ocupar um papel cada vez maior na geração de riqueza e no desenvolvimento.
A aposta em educação, financiamento, tecnologia, competências profissionais e acesso a mercados surge, assim, como uma das vias defendidas para fortalecer a autonomia económica feminina.
O desafio agora passa pela transformação dessas ideias em políticas, programas e oportunidades concretas capazes de chegar às mulheres nas cidades, comunidades rurais e zonas mais vulneráveis do continente.
Em Nova Iorque, Gueta Chapo deixou uma mensagem centrada numa questão que poderá continuar a ganhar espaço na agenda africana: não haverá desenvolvimento económico verdadeiramente inclusivo sem uma participação cada vez maior das mulheres na criação de riqueza e de oportunidades.
Fonte: informações divulgadas sobre a intervenção da Primeira-Dama em Nova Iorque.
